Jequié/BA, 17 de Abril de 2014

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Qual “debate se faz necessário” depois da eleição em Jequié? Deve haver restrição?



11 de Outubro de 2012

Debate com os prefeituráveis de Jequié promovido pela APLB. A discussão já acabou? Foto: Gicult
Debate com os prefeituráveis de Jequié promovido pela APLB. A discussão já acabou? Foto: Gicult

Como já disse o filósofo Aristóleles, o homem é um animal político. Portanto, na pólis, cidade, ele discute seu destino e os de seus semelhantes. Com o advento das eleições, a forma mais “civilizada” para substituir os detentores do poder a cada período, o debate se amplia. Porém, depois de proclamado os eleitos, como os prefeitos dos municípios, as discussões continuam, naturalmente.

Como no processo eleitoral cada candidato apresenta uma “carta de intenções”, chamada também de compromissos ou promessas, abre-se muitas perspectivas de alguma mudança para melhor, pois nenhum concorrente diz que vai piorar a vida do povo ou fazer um governo pior do que o do antecessor. Como o que foi apresentado foi uma perspectiva, uma possibilidade, muitos questionam qual deve ser o caminho a seguir, se haverá mudanças de postura, como o fez o professor Lelito Caictano, em seu texto publicado no Gicult, intitulado “Em Jequié, a nova administração terá coragem de romper com os vícios do passado?” (CLIQUE aqui para ler). Esta postagem, porém, gerou uma crítica de Ary Carlos, leitor do blog, através do comentário abaixo. Como ele também faz uma observação sobre a “postura” do editor do Gicult pelo fato da mídia ter tido a “loucura” de publica a opinião crítica do professor à prática política – assistencialista, segundo disse – da candidata Tânia Britto (PP), eleita prefeita de Jequié -, despertou-se uma preocupação: de agora em diante, com a nova gestão sufragada com “60 mil votos”, que tipo de debate ou críticas podem ser feitos nos meios de comunicação?

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Gidásio, sinceramente, por mais que eu tente não consigo entender sua postura nos últimos tempos. Dar destaque (no site Gicult) a uma afirmação sem nenhuma sustentação, como esta de meu amigo Lelito é uma loucura. Afirmar que uma pessoa (Tânia Britto – PP -, candidata a prefeita vencedora em Jequié) que teve 60 mil votos foi por conta de exames e cirurgias, é um devaneio. Escrever isso, e principalmente publicar com destaque, em nada contribui com o debate que se faz necessário no momento.(10/10/2012, na área de comentários do Gicult)

- Ary Carlos, na área de comentários do Gicult

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Ary, quem não está entendendo este seu questionamento sou eu, Gidasio, editor do Gicult. Como você (uma pessoa que sempre participou e estimulou os debates políticos ) sabe, esta mídia sempre teve um perfil independente, plural e crítico, mas acima de tudo de respeito à liberdade de expressão, à democracia. O Gicult não está no ar para fazer propaganda partidária para o partido A, B ou C. Mesmo assim, é um site que tem posição a favor do avanço social e político, da ética e da cidadania, buscando se situar da melhor forma possível neste complexo e até contraditório quadro político brasileiro, no qual os limites entre o que é direita e esquerda – esta do ponto de vista do projeto histórico que dizem que defendem – está cada vez mais indefinido na prática das disputas eleitorais. Portanto, Ary, o Gicult não mudou, a conjuntura sim. Seria impensável, por exemplo, ver um político como J. Wagner, o governador, saído do movimento sindical, se negar a negociar – inclusive contando os salários - com as categorias trabalhistas, como aconteceu com a PM e, principalmente, com o professores, deixando arrastar uma greve por e 4 meses, recentemente. Apesar de concordar que o projeto estadual é mais avançado em alguns aspectos do que o do passado, não poderíamos deixar de criticar esta postura e não dar voz aos trabalhadores, como sempre temos feito. Este é um exemplo. Também repercutimos a luta dos servidores federais, apesar de achar que o governo Dilma tem pontos muito positivos e não se comparara com o de seus opositores que já chegaram ao poder central.

Em relação ao que acontece em nível federal, no julgamento do chamado “mensalão”, somos a favor da investigação, porém é importante observar o caráter político do fato. Pela data escolhida para acontecer, teve um claro propósito de desgastar ainda mais o PT – olha a coincidência com o período eleitoral! -, o ex-presidente Lula, a presidente Dilma e todas as forças políticas mais progressistas que querem que o governo cumpra seu propósito transformador. O Mensalão do PSDB e a forma como aconteceu a “Privataria Tucana” ninguém investiga. Na atual do julgamento do STF, há uma sintonia de discurso condenatório com tudo que escreveu – e escreve - a revista Veja e também com a linha editorial da Globo e outras mídias conservadoras. Vai ficando claro, neste episódio, que o objetivo central é condenar José Dirceu, uma liderança histórica da esquerda que gestou a eleição de Lula e poderia ser o seu sucessor. Sem provas e com o suporte da declaração de Roberto Jefferson – um inimigo político declarado de Dirceu – o Supremo condenou o ex-ministro da Casa Civil. Se decidissem expulsá-lo do país ou condená-lo à morte – a política eles querem que aconteça – mesmo sem amparo nas leis brasileiras, a grande mídia e alguns opositores históricos do ministro também apoiariam. Outra coisa: o caixa 2 e outras formas de arrecadação e pagamento de campanhas eleitorais continuam acontecendo no Brasil de forma incorreta e não transparente, por conta da Legislação eleitoral e partidária – que as classes dominantes não querem alterar nem a grande imprensa faz campanha para isto, a não ser para fechar ainda mais o sistema. Da mesma forma acontece a distribuição de benesses para se conquistar e ampliar apoios políticos em todas as esferas de poder no Brasil.

Você, Ary, um político experiente e articulador de campanhas eleitorais em todo estado da Bahia, sabe que muita coisa não mudou para melhor nesse aspecto. Muitos que conquistam o poder administram para ampliar seu próprio poder e não para cumprir o programa de campanha e beneficiar a população. Não devemos concordar com a perpetuação desta prática. O político deve merecer apoio por sua história, coerência e realizações positivas quando alcança o poder. Uma vitória eleitoral só é vitória para o povo quando o eleito ou eleita trabalha para melhorar as condições de vida de toda população, ou seja, quando faz a máquina pública funcionar com a finalidade de progredir o local onde governam. Neste sentido, os eleitos prefeitos eleitos do último domingo (7) estarão e prova durante a gestão. Portanto, um alerta para que qualquer governo não adote práticas condenáveis é muito importante. Não existe político ou governo acima do bem e do mal. O contraditório é necessário, inclusive nos parlamentos. A ditadura foi derrubada para isto: para o exercício da liberdade de expressão.

Quanto a você dizer que a opinião de Lelito não tem “sustentação” e que foi uma “loucura” ter publicado o texto do professor, é um ponto de vista seu. Todas as pessoas têm o direito de fazer suas análises políticas em qualquer lugar. Se algumas não aparecem em outros meios de comunicação, o Gicult dá espaço à argumentação dos cidadãos que exercem com responsabilidade a sua cidadania em nossa mídia. É o perfil do site. Noticiamos os fatos – quando temos tempo – e também opiniões (temos até uma área de colunistas) que mereçam ser debatidas, muitas vezes conflitantes entre si. A sociedade é assim. Não podemos impor o pensamento único numa democracia.

Com essas colocações, não sei se você agora conseguiu entender nossa “postura” enquanto responsável por uma simples mídia digital que, ao não ser atrelada a nenhum grupos político e/ou empresarial da cidade, pode ser independente, conforme seu ideário. Você se lembra de uma cidadã jequieense, uma política de caráter, ética e sinceridade – com grandes serviços para a comunidade – que foi linchada politicamente em Jequié através das calúnias, mentiras e ataques sem precedentes das forças políticas da esquerda e da direita - e pela mídia local – sem que ela tivesse o direito de defesa? Ary, se o Gicult existisse naquela época (eleição de 2004) aquela ex-vereadora militante – que atua de forma dedicada no movimento social – teria o direito de se expressar, de se defender. Este é mais um exemplo para você tentar entender a razão do Gicult. Portanto, não considero loucura dá a voz a quem precisa falar ao significativo. Você, por exemplo, já falou várias vezes em nossas páginas. O espaço estará sempre aberto.

Por último, Ary, te convido para ler também os artigos de Antonio Marcelo (clique aqui), Adanilton Fonseca (clique aqui) e outras matérias – e os vários comentários – postados no Gicult sobre o resultado do pleito eleitoral em Jequié, com a eleição histórica de uma mulher para dirigir os destinos da cidade. Faça isto para você sentir a “loucura” democrática do site Gicult.


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Luciano Simas (Jequié) - 16/10/2012
Lelito é um raivozo derrotado e pronto!
JOSÉ PAIVA DOS SANTOS (JEQUIÉ ESTADO DA BAHIA) - 15/10/2012
CARÍSSIMOS INTERNAUTAS; Quem culminou com uma flagorosa vitória em nossa Jequié!, simplesmente foi a pífia administração do Gestor atual, que simplesmente abandonou o barco, deixando outros fazerem o que queriam, o mesmo sumiu das rodas de amigos, das reuniões oficiais, demitiu seus verdadeiros amigos em detrimento de outros. As secretaria desasistidas principalmente a de saúde, falta tudo!, água e papel higiênico. Para acabar de enterrar com o candidato da situação foi o nome do vice. O correto agora! é torcermos para que a nova administração recupere o tempo perdido e trabalhe com transparência; da mesma forma tratando seus munícipes com o mesmo amor e respeito que foram tratados na campanha. Não poderemos desanimar, a pessoa que irá se beneficiar é o Dr. Roberto Britto, que de agora por diante terá uma missão de trazer benefícios ou seja recursos para dar suporte às dificuldades que a Prefeita vai encontrar. Os senhores Vereadores deverão também colaborar justamente em não inchar a prefeitura com seus cabos eleitorais em detrimento de apoios, e irem em busca de recursos em suas bases, porque se levarem projetos àos Ministérios com certeza vão encontrar muita coisa boa para beneficiar o povo, mais se ficarem sentadinhos nas cadeira simplesmente para fazerem discursos mirabolantes aí continuará o mesmo continuísmo. (ESTA É MINHA OPINIÃO!)
Urbano Gomes () - 14/10/2012
Por não ter estudado psicologia não sei definir a mania de se sentir culpado pelas relações que deram errado, este tipo de sentimento deve estar enquadrado dentro de alguma síndrome, tem gente que gosta do que não presta, sendo assim não se lembra das agruras passadas ou mesmo se culpa pelas maldades alheias. São os fracos que dão vida aos "leões"!
Gidasio Silva (Jequié-BA) - 13/10/2012
Meu caro FABIO OLIVEIRA, Não é o propósito deste esclarecimento do Gicult (na postagem acima) fazer críticas à conduta política e profissional de Ary Carlos, um consultor político e publicitário bastante requisitado na Bahia por todas as forças políticas. Por seu vasto conhecimento social e da área em que atua, ele aparece com certa frequência em nossas páginas com significativas análises políticas. O fato de ter escrito um texto maior para respondê-lo foi devido à estranheza de sua colocação, um cidadão que acessa nosso site há algum tempo. Também serviu para esclarecer - e reafirmar - alguns pontos para algum leitor novo ou desatento. F. Oliveira, pelo perfil do site e conteúdo diversificado de suas páginas, você percebe que o Gicult é acima de tudo uma mídia cidadã. Assim permanecerá, até quando achar que é útil seu papel na sociedade. Muito obrigado pelo acesso.
Lelito Caictano (Jequié) - 12/10/2012
Não se esqueça que o leão é umanimal muito preguiçoso,fica sempre esperando que a leoa encontre algo para ele comer.VC realmente é de V. d conquista ou é alguem que usa pseudônimo com medo de aparecer?
Fábio Oliveira (JEQUIE) - 11/10/2012
Muito bem colocado Gidásio. Da mesma forma fomos ofendidos quando noticiamos que a Justiça Eleitoral de Ilheus tinha proibido a divulgação da Pesquisa feita pelo Sr. Ari Carlos, por irregularidade apontadas pelo Juiz e não por nós. Mostramos de forma responsável e divulgando a fonte e noticiamos o fato como ocorreu, inclusive cóia da sentença No entanto, não foi muito bem aceita por ele. Típico de quem não está muito bem preparado para a controvérsia e a pluralidade de opiniões....Continue assim Gidásio...Abraços.... Fábio Oliveira....www.politicanews.net
Carlos Pereira (Jequié) - 11/10/2012
Prezados internautas. A situação da administração pública de Jequié é gravíssima. Não tem dinheiro para pagar os funcionários, transportes, compras de remédios e materiais em geral. Além de tudo, é que nenhum comerciante quer vender NADA para a Prefeitura. ACABOU o crédito. Mas o PIOR ainda está por vir. Numa EPIDEMIA DE DENGUE, não teremos recursos financeiros. No momento NÃO existe nenhum trabalho preventivo contra a infestação do mosquito. Sugiro que a Dra. Tânia e Sérgio da Gameleira assumam de imediato o comando da cidade, antes que estes loucos Sepúvedas e Zés Robertos toquem fogo na Cidade Sol.
Joao Manoel da silva filho (Jequie-ba) - 11/10/2012
Concordo com Gildásio principalmente no terceiro paragrafo, é preocupante analisar que essa margem de votos foi muito mais pela rejeição da atual administração, de que buscar uma renovação na politica de Jequié. quero ressaltar que não sou simpatizante de nenhum dos candidatos, mas graças a Deus todos somos livre para podermos nos expressar.
Adanilton Fonseca Santos (Salvador-Bahia) - 11/10/2012
Meus amigos, a nossa democracia é muito jovem e ainda esta em processo de consolidação, As opiniões necessitam ser expressadas - claro que não podemos concordar com absurdos - e postas ao debate.Inteligente é a forma do debate aberto, sem contudo ferir o processo de abertura respeitando todas as opiniões. Claro que há os abussos, mas os mesmos não podem ser considerados regra. Gidasio é importantissimo no seu papel e Ary Carlos como um homem de mídia tem um grande peso na opinião pública, ambos são fundamentais para que o processo de fortalecimento da democracia se consolide de vez.
Renato França Medeiros (Vitória da Conquista - Bahia) - 11/10/2012
Concordo com Ari quando ele contesta a afirmação (sem o mínimo de critério) de que a eleição de Dra. Tânia foi ganha às custas de exames e cirurgias. Sob esta ótica, votaram 60.000 operados e enfermos. Os componentes da expressiva vitória eleitoral são bastante simples: 1 - Persistência da candidata, 2 - Carisma e competência política da candidata, 3 - Serviços à comunidade prestados pela candidata, 4 - Apoio de um grupo político oriundo das massas, 5 - Gestão atual caótica, 6 - Intolerância dos eleitores às baixarias políticas perpretadas pelos adversários, 7 - Baixíssima densidade política dos apoios ao principal(?) adversário (e não contestem pois não fizeram sequer vereadores diretos), 8 - Campanha organizadíssima, digna de estudo, 9 - Pecados capitais cometidos como desconsideração de rejeições e uso de marqueteiros que não conhecem a realidade local, 10 - Subestimação do Leão de Jequié. Gidásio, ser imparcial exige esforço.
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