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Centrais aprovam estado de greve e mobilização nacional dia 13 de dezembro contra a Reforma da Previdência

09 de Dezembro de 2017

Noticia 5915
Centrais sindicais e movimentos populares contra a Reforma da Previdência de Temer. Foto: Vermelho

Após reunião realizada nesta sexta-feira (8), as centrais sindicais definiram o dia 13 de dezembro como Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da Previdência de Michel Temer. A orientação é manter os trabalhadores mobilizados em assembleias, panfletagens e pressionando os deputados a rejeitarem a proposta de reforma. As centrais contestam a propagando oficial de que a reforma combate privilégios. "Vai tirar direitos, dificultar acesso e achatar o valor das aposentadorias".


Confira a nota das centrais na íntegra:


Centrais Sindicais: Se colocar para votar, o Brasil vai parar   As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência.


A Proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.


Quem de fato goza de privilégios neste País são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos.


Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.


A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.


A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.


É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior.


A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la.


Calendário de Luta e Mobilização


JORNADA DE LUTAS CONTRA O DESMONTE DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E EM DEFESA DOS DIREITOS


● Plenária do setor dos transportes segunda feira 11/12 às 15h na sede do sindicato dos condutores de São Paulo para organizar a paralisação quando/se for votada a reforma;


● Pressão sobre os deputados em atividades públicas, aeroportos e no congresso nacional;


● Realização de plenárias, assembléia e reuniões com sindicatos para construir o calendário de luta;


● Dia Nacional de Luta 13/12 contra a reforma da previdência;


● Próxima reunião das centrais dia 14/12;


● Elaborar panfleto e organizar panfletagem esclarecer sobre os riscos da reforma da previdência e disputar a narrativa com a grande imprensa;


● Fazer campanha nas redes sociais contra a reforma da previdência;


● Contruir mobilizações e atos com o movimento social em conjunto com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.


 


- Adilson Araujo, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil


- Antonio Neto, presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros


- Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical


- José Calixto Ramos, presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores


- Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores


- Vagner Freitas, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhares


- Carlos Prates, CSP Conlutas – Central Sindical e Popular


- Edson Carneiro Indio, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora


- Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Br


- Nilton Paixão, presidente da Pública Central dos Servidores


SE COLOCAR PRA VOTAR, O BRASIL VAI PARAR!


 


 Fonte:  Portal Vermelho com informações do Portal CTB

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